quarta-feira, 31 de março de 2021
sexta-feira, 26 de março de 2021
Exercícios físicos auxiliam na reabilitação de recuperados da Covid-19.
Com aumento no número de recuperados e maior conhecimento a respeito das sequelas da doença, cresce também a busca por reabilitação
No mês de dezembro, o Brasil registrou mais de 6 milhões de pessoas curadas do novo coronavírus. No mundo, estima-se que pelo menos 29 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença já se recuperaram. Embora o momento de alta seja tão aguardado, as sequelas da doença ainda são investigadas. De acordo com Alerta Epidemiológico da OMS, as principais complicações documentadas, além das relacionadas ao sistema respiratório, são neurológicas, incluindo delírio ou encefalopatia, acidente vascular cerebral, meningoencefalite, alteração do sentido do olfato e do paladar, ansiedade, depressão e distúrbios do sono.
Luciana de Franco Ferreira [CREF 048362-G/SP], que é Técnica em Reabilitação Física do Instituto de Medicina Física e Reabilitação HC FMUSP, em São Paulo, conta a sua experiência no tratamento de recuperados. “Toda a equipe multiprofissional se reinventou neste momento e nós, como profissionais da Educação Física, desenvolvemos um protocolo de internação para atendimento de pacientes pós-Covid, algo inédito na nossa profissão. Desta maneira, pudemos contribuir o mais cedo possível na reabilitação do paciente, oferecendo o início de um treinamento físico, logo após a recuperação da doença”.
E a busca por programas de reabilitação parece ter crescido, como explica Luciana. “Muitas vezes o alívio da cura acaba colocando em segundo plano sintomas que a maioria das pessoas pensam ser transitórios, mas que se tornam incapacitantes a longo prazo se não houver tratamento. O ideal é que ainda na internação de fase aguda da Covid-19 o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar capacitada para identificar sintomas como persistência de falta de ar, descondicionamento cardíaco, respostas fisiológicas de pressão arterial e frequência cardíaca alteradas, sarcopenia, alterações sensoriais e dores neuropáticas de extremidades, alterações da continência esfincteriana, assim como comprometimento na esfera cognitiva (atenção, memória recente, ansiedade, irritabilidade e depressão)”.
Todos os exercícios e testes compostos no programa de treinamento fazem parte do Protocolo de Reabilitação Pós-Covid criado pela Equipe de Condicionamento Físico. Até agora, mais de 40 pacientes já se beneficiaram do programa criado pelo Instituto de Reabilitação Lucy Montoro. “Atuamos juntamente a uma equipe multidisciplinar, avaliamos cada paciente e traçamos os objetivos específicos para cada um. Nosso trabalho inclui o treinamento aeróbio, o treinamento resistido, orientações sobre esporte adaptado, orientações sobre saúde e continuidade da prática de exercícios após a alta”.
Muitas dessas pessoas, senão a maioria, chegam ao Instituto utilizando cadeira de rodas para locomoção. Luciana de Franco conta que cada necessidade é avaliada e trabalhada de acordo com a condição física de cada pessoa. O tratamento dura em média de 3 a 4 semanas, podendo variar de acordo com os objetivos traçados pela equipe multiprofissional, para cada paciente. “O exercício físico é importante para a melhora da independência, resistência cardiorrespiratória, força muscular, equilíbrio, coordenação motora, controle das comorbidades, correção postural, manutenção do peso ideal, entre outros. Nosso objetivo principal é incentivar a continuidade da prática de atividade física após o período de reabilitação, para manutenção e aprimoramento dos ganhos obtidos e assim alcançar uma melhora da qualidade de vida”.
Em Sergipe, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), também conta com um Programa de Treinamento Físico para indivíduos acometidos pela Covid-19. Iniciado no mês de novembro, o programa atende pessoas que possuem vínculo com o HU-UFS e que já tiveram diagnóstico confirmado da doença.
Um dos idealizadores do programa, Ayslan Araujo [CREF 000906-G/SE], que atua na Unidade de Reabilitação e, dentre outros, coordena a Residência em Epidemiologia Hospitalar, explica a iniciativa. “Desenvolvi um projeto de enfretamento ao estresse, por meio de sessões de exercício físico, que contou com a colaboração de vários profissionais de Educação Física da rede Ebserh. Atualmente, estamos realizando atendimento ambulatorial, com a promoção de exercícios físicos para pessoas acometidas pela Covid-19”.
A equipe é composta por um profissional de Educação da Ebserh, um residente do programa de saúde da família e dois estagiários de Educação Física. “No momento, acompanhamos três pessoas por dia. Na próxima semana, expandiremos para cinco pessoas e a expectativa é fechar o mês com 10 pessoas atendidas por dia. Essa limitação é definida em respeito aos protocolos sanitários e a especificidade de cada indivíduo”.
O tratamento dura 12 semanas e não exige encaminhamento médico. “De maneira geral, realizamos a recuperação do sistema cardiovascular a partir do treinamento aeróbico contínuo ou intervalado de intensidade moderada. Quando o indivíduo se queixa de dores que limitam o movimento e diminui a dinâmica respiratória, utilizamos de alongamentos e exercícios direcionados à melhoria da postura e do padrão motor. Além disso, quando necessário, utilizamos de técnicas de relaxamento muscular”.
Ayslan Araujo, assim como Luciana de Franco, é enfático quanto a essencialidade do exercício físico para a reabilitação. “O exercício físico é importante em vários aspectos: físico, mental e social. Quando o indivíduo é acometido por alguma doença que o debilita, acaba gerando um déficit de atenção, baixa produtividade, além de dificuldades na realização de atividades do dia a dia. Por meio do exercício físico é possível estimular a liberação de hormônios do bem-estar e promover melhora da mobilidade”, defende.
quinta-feira, 25 de março de 2021
quarta-feira, 24 de março de 2021
terça-feira, 23 de março de 2021
segunda-feira, 22 de março de 2021
sexta-feira, 19 de março de 2021
Dia 21 de março comemora-se o Dia Internacional de Síndrome de Down....
No dia 21 de março comemora-se o Dia Internacional de Síndrome de Down. A data tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a inclusão e promover a discussão de alternativas para aumentar a visibilidade social das pessoas com Síndrome de Down.
A Síndrome de Down não é uma doença, e sim uma falha genética, que acontece na divisão celular do óvulo, que resulta em um par a mais no cromossomo 21, chamada trissomia.
No Brasil existem aproximadamente 300 mil pessoas com síndrome de down, segundo dados do IBGE. A inclusão dessas pessoas na vida escolar e profissional aumenta sua possibilidade de desenvolvimento, além de reforçar para sociedade a necessidade de respeito às diferenças, quaisquer que sejam.
quarta-feira, 17 de março de 2021
Ja conseguiu reparar em algo diferente com seu corpo quando você mergulha?
👉 Cardiovascular / Frequência Cardíaca
Imediatamente como consequência da ação da pressão hidrostática, cerca de 700ml de sangue são deslocados dos membros inferiores para a região do tórax, causando um aumento do retorno venoso.
❤ Também é observado um aumento do débito cardíaco associado a uma DIMINUIÇÃO de aproximadamente 10 a 17 BPM ou de 4 a 5% da frequência cardíaca em pé, no solo.
> A simples imersão facial também estimula a redução da FC! <
👉 Sistema Respiratório:
O aumento da compressão da caixa torácica e abdômen faz com que o trabalho respiratório aumente em 65%. A capacidade pulmonar sofre uma redução de 6% e o volume de reserva expiratório fica reduzido de 66%.
👉 Sistema Renal:
A resposta renal à imersão inclui o aumento da diurese, perda de volume plasmático, sódio, potássio e supressão de vasopressina, renina e androsterona plasmática. (Por isso a importância da hidratação durante os treinos/aulas).
terça-feira, 16 de março de 2021
segunda-feira, 15 de março de 2021
A importância da Natação no autismo.....
Piscina e Coronavírus – Um ambiente seguro!
Estamos monitorando de perto as questões relacionadas do Covid-19, doença causada pelo Coronavírus. Uma das maiores dúvidas está relacionada à utilização da piscina durante a epidemia do Coronavírus, por isso separamos as principais perguntas que recebemos.
O Coronavírus pode ser transmitido pela água?
Não. Até o momento, não há nenhum caso nem evidência de que o Covid-19 seja transmitido pela água.
O cloro ajuda a exterminar o vírus?
De acordo com um dos pioneiros nos estudos sobre outros vírus mortais recentes como o SARS e o H1N1, o infectologista do Hospital Novena Monte Elizabeth, de Singapura, Dr. Leong Hoe Nam, o cloro ajuda sim a exterminar o vírus.
“Em condições gerais, é seguro utilizar a piscina durante o período de pandemia do coronavírus. A água e o cloro da piscina ajudam a matar o vírus. O que você tem que ter em mente é o cuidado na hora de interagir com as pessoas fora da piscina”.
Quais cuidados tomar na Fisioterapia Aquática?
Durante a Fisioterapia Aquática, o paciente está em um ambiente seguro, afinal o cloro auxilia a exterminar o vírus. Os cuidados devem ser tomados antes e depois das sessões: evite cumprimentos com beijos e abraços, não compartilhe itens pessoais como toalhas e chinelos, e caso o paciente apresente algum sintoma de gripe, deve comunicar imediatamente a secretaria para cancelar o atendimento.
A continuidade do tratamento da Fisioterapia Aquática é fundamental para os bons resultados do tratamento. Estamos tomando todas as medidas de precaução contra o Coronavírus, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde.
Por não se tratar de ambiente com aglomeração de pessoas, os atendimentos acontecem normalmente nestas semanas. Já estamos adotando as medidas e cuidados redobrados quanto à higiene pessoal, higienização da clínica e brinquedos.
Fontes:
Hospital Novena Monte Elizabeth, de Singapura.
Ministério da Saúde do Brasil.
Psicomotricidade: Uma parte essencial do desenvolvimento....
A psicomotricidade é uma ação do Sistema Nervoso Central responsável pela criação da consciência, no indivíduo, das ações que o seu corpo realiza, relacionando o corpo com o ambiente externo. O aspecto fundamental para a psicomotricidade é o corpo humano em um movimento organizado e integrado.
De maneira simplista, é possível explicar o conceito como sendo a união das interações cognitivas, psíquicas e sensoriomotoras para a compreensão da capacidade de se expressar através dos movimentos. Por isso, é uma parte essencial do desenvolvimento humano e é trabalhada desde a primeira infância, pois é durante esta fase que as noções sensoriais, motoras, intelectuais e afetivas estão em formação.
Até certo tempo, a psicomotricidade era utilizada apenas para as correções de deficiências, debilidades ou dificuldades. Contudo, o avanço da Fisioterapia demonstrou que ela ocupa um lugar importante no desenvolvimento motor infantil, pois atua na consciência dos movimentos realizados com padrões motores como a velocidade, o espaço e o tempo.
É justamente na primeira infância que inicia a correlação entre os desenvolvimentos motores e intelectuais e, por isso, a estimulação correta contribui para a construção da linguagem, da aprendizagem e do esquema corporal. O incentivo da prática do movimento em todas as etapas infância contribui não apenas para o desenvolvimento motor, mas também permite que a criança interprete e se relacione com o mundo em que vive, de maneira divertida e criativa.
Além disso, a psicomotricidade está relacionada à afetividade e à personalidade, pois ela auxilia que a criança utilize as expressões e o corpo para demonstrar o que sente. Atualmente, os profissionais a compreendem como uma integração superior da motricidade.
Como a psicomotricidade é abordada
Os movimentos são construídos em função de um objetivo, e a psicomotricidade permite a compreensão de como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio dele. É importante frisar que essa consciência é fundamental para o desenvolvimento da linguagem.
O trabalho dos Fisioterapeutas busca a formação de uma base para o desenvolvimento motor, afetivo e psicológico das crianças, através de atividades lúdicas que a conscientize sobre o seu corpo. É através da recreação que a criança desenvolve as aptidões perceptivas e ajusta o comportamento psicomotor.
Os níveis de maturidade permite que a criança desenvolva o controle mental da expressão motora, através de uma recreação dirigida e que proporcione a aprendizagem. O desenvolvimento psicomotor atua também na prevenção de problemas de postura, da direcional da idade, da lateralidade e do ritmo. As crianças passam por experiências concretas, planejadas pelo Fisioterapeuta e indispensáveis ao desenvolvimento intelectual.
As atividades lúdicas são o melhor método para as crianças, pois é brincando que elas perdem os medos, estimulam a criatividade, a curiosidade, a concentração, o pensamento e a atenção. Além de descobrir as suas potencialidades, elas criam respostas e soluções, aprendendo com as experiências. Assim, as atividades fazem com que a criança esteja sempre em movimento e em busca de um objetivo.
A psicomotricidade não está relacionada apenas ao desenvolvimento motor, pois o ato de se movimentar está diretamente relacionado com aspecto mental, afinal ela trabalha a educação de movimentos, que procura a melhor utilização das capacidades psíquicas.
sábado, 13 de março de 2021
A Natação Infantil Para Crianças Com Síndrome De Down- Benefícios.
A natação infantil para crianças com Síndrome de Down é amplamente indicada por médicos e especialistas. Se trata de uma atividade que pode ajudar os pequenos a se desenvolverem de maneira impressionante.
Na verdade, se trata de uma atividade que pode trazer benefícios para qualquer pessoa, em qualquer idade ou circunstância. Claro que é preciso fazer uma análise prévia da saúde, mas de modo geral a natação só traz benefícios.
No caso dos portadores de Síndrome de Down, porém, ela é ainda mais relevante. Se trata de uma atividade que ajuda no desenvolvimento físico e motor além de promover o bem-estar e a convivência social.
Conheça Todos Os Benefícios Da Natação Infantil Para Crianças Com Síndrome De Down
Se você está pensando em matricular o seu filho, é importante conhecer os benefícios da natação infantil para crianças com Síndrome de Down para entender melhor como essa atividade pode contribuir com o desenvolvimento dos pequenos.
Melhora as articulações:
Portadores de Síndrome de Down podem desenvolver problemas articulares e ter os seus movimentos comprometidos. A natação é um dos esportes que mais ajuda a conter esses problemas, mantendo o corpo mais flexível e saudável.
Tonicidade muscular:
Também é uma característica normal de quem nasce com essa condição que se tenha menor tonicidade muscular – mais um problema que pode ser amplamente amenizado através da prática de exercícios físicos, sobretudo a natação.
Promove A Autoestima E A Interação Social
Muito se fala sobre o quanto é importante manter crianças em contato com outras da mesma idade. Isso se torna ainda mais fundamental quando estamos falando de portadores de Down.
A natação infantil para crianças com Síndrome de Down ajuda muito na interação social, colocando essas crianças em contato com outras.
Isso estimular a convivência, o trabalho em equipe, além de ajudar no desenvolvimento da fala, desenvolvimento motor e outros aspectos essenciais do crescimento humano.
Autoestima:
Não podemos deixar de citar o quão importante é para a autoestima de uma criança participar de aulas de natação. As aulas passam por um processo de evolução, ou seja: a cada dia algo novo é ensinado.
A natação infantil para crianças com Síndrome de Down acaba contribuindo para a formação de crianças mais seguras e capacitadas. Elas compreenderão que são capazes de realizar tarefas e evoluir, e isso será fundamental para o futuro.
Melhora O Trato Respiratório
A natação também é indicada para pessoas que sofrem com problemas respiratórios diversos. É comprovado que os exercícios na água ajudam a melhorar a capacidade pulmonar e a frequência cardíaca.
Também podemos citar esses benefícios como aplicáveis no caso de natação infantil para crianças com Síndrome de Down. Assim o seu filho se tornará mais saudável e mais feliz.
Quais Cuidados Tomar?
Os cuidados antes de começar as aulas de natação infantil para crianças com Síndrome de Down não diferem dos cuidados que outros pais devem ter com crianças que não são portadoras da síndrome.
O mais importante é obter a liberação de um pediatra de sua confiança para que a criança pratique exercícios físicos. Qualquer problema de cunho emocional, físico ou psicológico deverá também ser informado na academia.
Escolha uma academia de qualidade:
Por fim, mas não menos importante, é fundamental que você escolha uma academia de qualidade para matricular o seu filho, seja a criança portadora ou não de alguma síndrome.
A natação infantil para crianças com Síndrome de Down pode trazer os mais variados benefícios, no entanto, é importante ter a supervisão de um profissional.
sexta-feira, 12 de março de 2021
Psicomotricidade Aquática. O que é?
A psicomotricidade é uma ciência da saúde e representa a expressão motora através da utilização psíquica e mental do indivíduo, transformando o pensamento em ato motor harmônico, visto que o ato de nadar não é natural do ser humano, é algo que precisamos aprender e controlar. A função principal da psicomotricidade é gerenciar e organizar as informações enviadas pelo cérebro.
Algumas pessoas não conseguem realizar alguns movimentos e dentro da água, em atividades devidamente planejadas, esses movimentos tornam-se possíveis de serem realizados. Desta forma a Psicomotricidade Aquática ajuda a melhorar o tônus muscular e a postura que são modificados de acordo com o empuxo e a ação da gravidade, além de ajudar o paciente a se adaptar com relação ao espaço e o tempo.
Os objetivos de a Psicomotricidade Aquática trabalhar a coordenação motora possibilitando desafios e na água, melhorar o tônus muscular e a postura que são modificados de acordo com empuxo e a ação da gravidade, realizar exercícios de equilíbrio, trabalhar a esquematização corporal onde ira ajudar o paciente a se adaptar com relação ao espaço e o tempo.
Benefícios da Psicomotricidade Aquática
O prazer que as atividades aquáticas podem proporcionar, aliado à uma boa interação profissional, levam a processos de aprendizagem que ajudam a estabelecer uma nova maneira de ser e fazer.
Além do conhecimento adquirido através de estudo na área, o psicomotricista precisa também estar inteirado do histórico de cada paciente que irá atender, para que seu planejamento terapêutico seja traçado conforme a necessidade de cada indivíduo.
A psicomotricidade pode beneficiar diversas áreas do desenvolvimento humano como:
Desenvolvimento motor- promove o desenvolvimento do esquema corporal, equilíbrio muscular, coordenação geral e segmentar, também previne desvios posturais e atrasos psicomotores.
Desenvolvimento cognitivo- favorece o desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas, concentração, aprendizagem construtiva e experimentação de novos desafios.
Desenvolvimento Emocional- aumenta a autoconfiança, regulação de emoções, comunicação e socialização.
Além dessas áreas a psicomotricidade aquática ajuda ainda a desenvolver a sensibilidade de contraste, diferenciação de cores, noção de profundidade e espaço e discriminação das características dos sons.
Quem pode ser beneficiado pela Psicomotricidade Aquática
A Psicomotricidade Aquática pode beneficiar inúmeros grupos de pessoas com necessidades diferentes. É preciso avaliar a necessidade do indivíduo e se essa atividade será importante para o seu desenvolvimento.
AS POSSIBILIDADES PSICOMOTORAS NA ÁGUA CORPO: PRESENÇA BIOLÓGICA NO ECOSSISTEMA
O ser humano é como uma gigantesca máquina química, na qual os elementos estão em contínuo funcionamento. A nossa ação é a resposta mais fiel do que está acontecendo em nosso interior, tanto físico como mental. Portanto, podemos afirmar que o corpo é comunicação pura, por meio de gestos e ações. Quaisquer que sejam as manifestações corporais, não há mais como negar que se referem a respostas cerebrais.
O nosso “eu” não é limitado pela pele; as fronteiras de nosso corpo são invisíveis. Desde a disputa dos espermatozoides em direção ao óvulo, o movimento emana em nosso ser. Esse movimento obedece a um ritmo só nosso, repleto de características individuais, rico em emoções próprias, do centro do próprio universo que nos cerca.
Não somos meros mecanismos neuromusculares, simples massa, no emaranhado de estímulos que são emitidos em nosso interior e no exterior que nos rodeia. Esse corpo agido, atuante e transformador é o intermediador de nossa linguagem. Os gestos foram nossa primeira maneira de expressão, e as palavras tomaram a forma da comunicação humana; porém, elas não são tão fiéis quanto o movimento realizado pelo nosso corpo.
Nosso “chefe” é o cérebro. Há quem afirme que esse órgão é uma “máquina”, mas, se compararmos o cérebro humano aos computadores modernos, constataremos que não é o equipamento que faz um indivíduo ser mais ou menos inteligente que o outro, mas o “programa” que ele utiliza. O programa utilizado pelo nosso computador (cérebro humano) são nossas emoções. Todas elas são expressas em movimentos corporais. Mesmo quando negamos algo verbalmente, o corpo não esconde o que se passa conosco.
O sinal dessa manifestação é a respiração. Ela é comandada por um centro cerebral, é ritmada e com determinada amplitude, pois o movimento respiratório é ativo (entram em ação o diafragma, os intercostais, as costelas e outros músculos abdominais). O movimento expiratório é passivo e possui tempo mais longo. O primeiro sinal de ansiedade, em nosso corpo, é percebido pela maneira que respiramos. Para promovermos um relaxamento é necessário, primeiramente, respirarmos profundamente.
Para sabermos como utilizar essa “ferramenta” de trabalho tão eficiente chamada corpo, é preciso partir do princípio de que nenhuma aprendizagem ocorrerá se não pudermos respeitar as características individuais de cada aluno ou paciente, já que, como vimos, somos uma usina em combustão: um conjunto de músculos e ossos comandados por um turbilhão de sentimentos.
A relação de interdependência existente entre corpo, emoção e conhecimento é fundamental para entender o desempenho psicomotor. No ambiente aquático, a interpretação disso se baseia naquilo que o meio líquido propicia ao corpo.
Quando lidamos com a aprendizagem, a meta é o corpo, a finalidade é a saúde e o objetivo maior será o resultado do prazer obtido entre meta e finalidade. Nada é ensinado a ninguém se o aluno não desejar aprender. Portanto, o fazer só é possível se vivenciarmos o poder, o saber e o querer.
À medida que nos desenvolvermos, nosso corpo manifesta diferentes maneiras de movimentos, dos mais simples e involuntários aos mais complexos e elaborados, do todo para as partes, isto é, do centro do corpo para as extremidades.
Especialmente no ambiente aquático, as experiências corporais não se transplantam, mas se reinventam e desse modo, necessariamente um aprendizado novo ocorrerá.
Os bebês são considerados autodidatas, pois já possuem inatos vários reflexos que, com o passar do tempo, serão desenvolvidos ou adormecidos, dependendo da quantidade e da qualidade dos estímulos que lhe forem oferecidos.
As crianças não possuem o hábito de pedir permissão para começar a aprender. Elas vivem as experiências todas de maneira descontraída e adquirem os conteúdos simplesmente mediante o prazer da realização.
Já os adultos tendem a posturas pessimistas e, em geral, sua conversa interior é majoritariamente negativa. Por isso, o cérebro tende a registrar mais aquilo que não querem do que aquilo que de fato desejam. É necessário fazê-los se conscientizar e pensar profundamente para superarem suas dificuldades. Se pensarmos positivamente, nossos hemisférios cerebrais entrarão em ação em conjunto: o lado direito (responsável pelo nosso inconsciente) e o lado esquerdo (responsável pelo nosso consciente) estimularão nossos pontos fortes, de modo que todo o restante, automaticamente, se fortalecerá.
Os idosos necessitam melhorar sua autoestima, relaxando, aceitando suas falhas e as das pessoas que os rodeiam, sabendo lidar com as qualidades e potencialidades que ainda possuem. O envelhecimento não deve ser visto como uma fotografia em branco e preto, mas como síntese da experiência e a maturidade de vivência.
Enfim, esse instrumento fantástico que nos foi oferecido em nossa profissão de psicomotricistas– o corpo – é um privilégio, pois nada mais complexo, mais verdadeiro, mais honesto e sincero para nos ajudar a perceber tudo ao nosso redor, em vez de somente olhar. Afinal, todos nós percebemos muito mais do que realmente enxergamos.
Vitor Fonseca (1988) assinala que a mais sublime manifestação corporal são os olhos, considerados “janelas da alma”, já que sua maneira de expressar é mais eficaz quando o corpo e mente estão em sintonia.
NOSSA IMAGEM CORPORAL INFLUENCIA TAMBÉM AS MODIFICAÇÕES QUE NOS OCORREM.
Ela pode ser:
- Física: o que vemos diante do espelho
- Mental: o que pensamos sobre nossa aparência.
- Emocional: como nos sentimos em relação ao nosso corpo (peso, altura etc.)
- Cinestésica: como controlamos as partes de nosso corpo
- Histórica: moldada por toda uma vida de experiências (prazer, dor, elogio, crítica etc.)
Para um bom desempenho desse nosso “tesouro”, é preciso atender a suas necessidades, aprender os prazeres que ele nos oferece, aceitá-los no que tem de melhor, tratá-lo com respeito e cuidado e, enfim, amá-lo em sua mais profunda essência.
Amar o corpo não significa cultuar o corpo “perfeito”, de acordo com a concepção moderna (corpos magros e musculosos), mas viver feliz dentro de um corpo imperfeito. Existe uma canção de Paulinho Moska... O corpo(1995), que retrata muito o que a ciência psicomotora visualiza quanto ao corpo:
Meu corpo tem cinquenta braços
E ninguém vê porque só usa dois olhos
Meu corpo é um grande grito
E ninguém ouve porque não dá ouvidosMeu corpo sabe que não é dele
Tudo aquilo que não pode tocar
Mas meu corpo quer ser igual àquele
Que por sua vez também já está cansado de mudarMeu corpo vai quebrar as formas
Se libertar de muros da prisão
Meu corpo vai queimar as normas
E flutuar no espaço sem razãoMeu corpo vive e depois morre
E tudo isso é culpa de um coração
Mas meu corpo não pode mais ser assim
Do jeito que ficou após sua educação.
FUNDAMENTOS PSICOMOTORES NA ÁGUA*
A aprendizagem da natação pelo ser humano, assim como qualquer outra aprendizagem adaptativa, não está inscrita em seus genes, ao contrário do que ocorre com outras espécies, como os peixes e os anfíbios, cujo habitat preferencial conferiu evolutivamente padrões adaptativos específicos. Alguns répteis e algumas aves desenvolveram, ao longo de sua evolução, estratégias de adaptação aquática muito características, ao passo que alguns mamíferos se distinguem por sua excelente adaptação aquática (como focas, baleias, golfinhos, entre outros). Em contrapartida, outros animais parecem evidenciar autênticas reações de pânico e medo perante o meio aquático (como os primatas).
O contato com o meio aquático ora serviu para o ser humano sobreviver e substituir, ora para angustiá-lo ou ser-lhe uma ameaça mortal. O meio aquático oferece ao homem um novo ecossistema, uma nova forma de se equilibrar, de respirar, de se deslocar e até mesmo de subsistir no tempo e no espaço, já que não nascemos com características biológicas para viver na água. Daí, para isso, o ser humano necessita aprender essa nova arquitetura ambiental, que poderá representar um perigo mortal aos que não assimilarem os devidos ensinamentos.
As experiências laboratoriais com primatas, os quais incluem o ser humano (que, na classificação zoológica, está ao lado do gibão, do gorila e do chimpanzé), independentemente de serem muito restritas e raríssimas em qualquer literatura científica, têm demonstrado que esses animais apresentam reações de insegurança e pânico em relação ao meio aquático, comportamentos que lhes inibem parcialmente a produção de padrões respiratórios e motopropulsivos mais ou menos adaptados a um meio que lhes é inabitual e hostil.
Levando em consideração esses dados, ainda não esclarecidos cientificamente, o ser humano, independentemente da sua habituação ao líquido amniótico partos de imersão total, parece necessitar de algum tempo para aprender a nadar, ao mesmo tempo em que lhe é exigida alguma maturação neurológicae emocional para que a metamorfose adaptativa tem de seguir, inexoravelmente, a passagem de uma criatura bípede em terra para um nadador em água, e não o contrário.
Em contato com o meio aquático, o corpo humano e, concomitantemente, seu comportamento, como qualquer outro objeto, tem de respeitar os princípios de Arquimedes, as leis de Newton, a equação de Bernoulli e outros princípios hidrodinâmicos, sem os quais a adaptação aquática não é possível e tampouco, realizável.
Enquanto a adaptação terrestre exige a integração tônica da gravidade, da qual decorreu uma das mais relevantes adaptações hominídeas – a postura bípede –, a adaptação aquática atenua a função da gravidade, razão pela qual algumas pessoas com deficiência motora atingem na água uma profunda sensação de liberdade, o que as leva a expandir sua autoestima e auto segurança; quando em terra, a gravidade as “aprisiona” e as impede de se locomover com autonomia.
Em contradição inerente à motricidade terrestre. A tonicidade por meio da interação entre a impulsão e a gravidade sofre algumas modificações substanciais que podem libertar ou bloquear sinergias estáticas. A equilibração horizontal, no entanto, desencadeia um conjunto de informações vestibulares que podem alterar ou moldar a imagem do corpo, cujas sensações proprioceptivas e tátil-cinestésicas e enriquecem ou se perturbam, em termos de limites do eu e donão eu. A melodia prática conjugada com movimentos respiratórios e espaciais pode colocar em jogo ou inibir novos esquemas de ação e de independência, cujo resultado final se traduz ora em uma maior plasticidade adaptativa, ora em uma total inadaptação.
No meio aquático, a integração sensorial deve ser aprendida, o que certamente irá pressupor que tal integração se processe no cérebro do bebê ou da criança nadadora, uma vez que se trata do órgão diretor de toda atividade que ocorre no corpo e na mente. A aprendizagem na água não pode ocorrer sem que observem condições de segurança, de conforto e prazer, ou seja, sem que se constatem processos neurológicos que estejam na base do desenvolvimento de uma função adaptativa, uma realização e um desempenho motor que ilustrem uma organização de componentes psicológicos, em um todo harmonioso e funcional.
Quando se fala em comportamento aquático, subentende-se que, entre a situação (água) e a ação (indivíduo), ocorre uma integração de dados, intra e extra somáticos, em uma unidade funcional. O cérebro da criança deve, portanto, organizar inúmeras fontes de informação sensorial em um comportamento motor e na água, distintas das integradas em terra e no ar, convergem ao cérebro, que comunica ao corpo que ações devem ser tomadas. As sensações fornecem informações ao cérebro sobre a água, suas condições envolvidas e, paralelamente, sobre as ações que emergem do corpo quando interagem com ela.
A todo o momento, na água, o cérebro recebe informações fornecidas pela visão, pela audição, pelo tato, pelos músculos, pela gravidade, pela impulsão, pela flutuação etc., para que se observe um resultado final adaptável e seguro; caso contrário, sua desorganização ou “engarrafamento” produzirá um comportamento aquático inadequado e desajustado, sem equilíbrio, sem tônus e, consequentemente, sem nenhuma adaptação a esse meio.
Para que a criança nadadora se torne adaptada à água, sua imagem do corpo tem de se estruturar com base em uma estabilidade emocional enriquecida, na medida em que o meio aquático é líquido e o ar, gasoso. Na água, sente-se todo o “envelope corporal”, enquanto o ar não é tão sentido em termos de localização proprioceptiva e de integração cinestésica.
Uma vez que a densidade da água é maior que a do ar, a motricidade aquática rege-se também por novas reorganizações posturais (flutuativas) e locomotoras (propulsivas), em comparação à motricidade fora da água, pois não será tão fácil andar e, assimetricamente, deslocar os braços na água e de baixo dela, ou produzir, inibir e reorientar outros padrões motores tão rápida e espontaneamente.
Permanecer ou estar na água é, do ponto de vista sensorial e psicomotor, amplamente diferente de estar situado ou posicionado em terra, por isso a especificidade de reaprendizagem postural e motora naquele movimento.
Equilibrar, voltar, virar, baixar, levantar, saltar, correr, apoiar, agarrar, apanhar, prender – todos esses movimentos, na água, envolvem uma expansão e ampliação do repertório psicomotor da criança nadadora. Algo peculiar e significativo em termos de intervenção pedagógica ocorre quando estamos na presença de seres humanos inconclusos em sua organização psicomotora, nos quais os fatores da autoconfiança ainda não estão consolidados por si, suficientes para garantir segurança e disponibilidade na água.
A experiência de aprendizagem mediada na água assume desse modo, uma enorme importância quando se pretende preservar condições de segurança e de conforto em um meio instável e inseguro. A qualidade dessa experiência pedagógica e interativa é, portanto, de extrema relevância, uma vez que as dificuldades inerentes ao meio têm de ser manejadas e geridas de forma segura e intencional.
A aprendizagem da natação em bebês ou crianças, à luz dos pressupostos apresentados e das concepções da Psicomotricidade, não pode se orientar como uma simples iniciação desportiva, mas devem ser respeitados criteriosamente, pois apenas desse modo tal aprendizagem pode contribuir para uma maturação holística da sua totalidade dinâmica.
*Este capítulo foi elaborado com base nas pesquisas do professor Vitor da Fonseca
BENEFICIÁRIOS DA ÁGUA E DA PSICOMOTRICIDADE*
Permanecer na água, além de ser prazeroso, é uma vivência indescritível para cada tipo de público beneficiário. Independente da idade, todos recebem os benefícios fantásticos da água que, somados a uma boa interação profissional, levam a processos de aprendizagem, terapia, educação e reeducação psicomotora, além de estabelecer uma nova forma de ser e fazer.
Para que o profissional que é educador possa trabalhar adequadamente, ele necessita de informações sobre o nível de desenvolvimento, os aspectos de personalidade e os objetivos, e necessita, principalmente, de dados socioemocionais de cada pessoa que lhe é apresentada.
Muitas vezes, dados são julgados como características de determinada faixa etária e nem sempre certa informação seria viável para determinada pessoa, pois há diferenças significativas entre uma e outra.
Em virtude de meio aquático produzir uma grande quantidade de estímulos, é necessário que o profissional conheça integralmente a pessoa com quem vai se relacionar na água, para que possa aproveitar essas informações no enriquecimento do processo de aprendizagem, terapia ou reeducação.







































