sexta-feira, 31 de julho de 2020




A humildade é uma qualidade muito importante. Quem é humilde reconhece que sua vida depende de Deus. Tudo que você faz, todos os seus talentos, todos os seus sucessos vêm de Deus. O humilde reconhece que sem Deus não é nada. O orgulho afasta de Deus mas a humildade aproxima. A humildade leva a reconhecer o pecado e a pedir perdão. A humildade também ajuda nos relacionamentos com outras pessoas. O humilde reconhece que não é melhor que ninguém e todos merecem amor e atenção. Deus abençoa o humilde. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Mateus 5:5


"O amor é a unica coisa que cresce a medida que se reparte"🕊❤🕊 "



Nadadora de 16 anos é a brasileira mais nova a cruzar o Canal da Mancha Mariana Chevalier fez a largada na Inglaterra às 5h30 e chegou à França 11 horas e 55 minutos depois, após superar forte correnteza no trecho final da prova. Márcio Junqueira, engenheiro capixaba de 48 anos, também conseguiu atravessar o canal.


Aos 16 anos, Mariana Chevalier se tornou a brasileira mais jovem a atravessar os 33,3 km do Canal da Mancha, que liga a Inglaterra à França, a nado. Decidida a completar um dos desafios mais famosos da natação mundial, ela venceu as condições nada ideais de treino durante a pandemia de coronavírus e nesta quinta-feira, 30 de julho, finalmente entrou na água em Dover, no Reino Unido, por volta das 5h30 da manhã (1h30 no horário de Brasília). Quase 12 horas depois, chegou a Cap Gris Nez, perto de Calais, na França, marcando um tempo de 11h55min nadando em águas geladas, com temperatura em torno dos 17º C. Márcio Junqueira, engenheiro capixaba de 48 anos, também conseguiu cruzar o canal nesta quinta. Veja no vídeo abaixo um trecho da prova filmado pelo pai de Mariana, Walter Santos Filho, que estava presente no barco que acompanhou a atleta juntamente com seu treinador, Júlio Wood Saldanha.

+ Nadadora quer ser brasileira mais jovem a atravessar o Canal da Mancha


A pasta branca que mistura vaselina, lanolina e filtro solar e que foi usada para proteger sua pele ajudou a proteger do frio, mesmo que só um pouquinho. O mais difícil para ela, no entanto, foi o final, quando um encontro de correntezas a fez se sentir nadando sem sair do lugar.


Mariana Chevalier, de 16 anos, realizando a travessia do Canal da Mancha: brasileira mais jovem a conseguir eu atleta — Foto: Acervo pessoal

quinta-feira, 30 de julho de 2020

SEU CÉREBRO É FORTE?


Não é somente seu corpo, seus músculos que devem estar fortes! SEU CÉREBRO TAMBÉM!

Há variações entre o uso “mental” em competições. Já ouvi dizer que na competição é 90% mental e 10% físico. A australiana Stephanie Rice, Campeã Olímpica, afirma ser 70% mental e 30% físico na competição. Porcentagens a parte, para mim é 100% o TEMPO TODO!

Se na competição o corpo tem que estar a 100%, A CABEÇA TAMBÉM! Se durante o treinamento o corpo tem de estar a 100%, a CABEÇA TAMBÉM!

Não há como desagregar CORPO da MENTE e vice-versa. Tudo tem que funcionar bem e para tanto também há a preparação mental. Diversos atletas de ponta tem suas maneiras de treinar a mente. Cielo escrevia o tempo que queria fazer, outros visualizam-se conquistando a medalha, psicólogos usam métodos de memorização, treinos mentais, concentração, hipnose e outros métodos como forma de preparar a mente.

Não há como treinar desfocado, desatento! E como você pode trabalhar seu cérebro?

Sempre pergunto aos nadadores que vêm se aperfeiçoar e treinar no GOLD: quais são seus tempos, seu número de braçadas, sua golfinhada, etc…? Muitos, mas muitos mesmo , não sabem, ou sabem pouco sobre a forma que nadam! E o pior, alguns até “inventam”!

O mínimo que você como nadador deve saber, é como você nada! Têm que saber os tempos para diferentes distâncias e tipos de séries e o número de braçadas que você faz nestas séries. Isto porque estas medidas você mesmo pode ter, bastando olhar no relógio quando chega a cada repetição, bastando contar a cada piscina a quantidade de braçadas que fez. Ou você acha que alguém irá contar para você? Um treinador pode contar, mas é impossível contar sempre.

Muita gente acha “difícil” contar ou até esquece de contar ou então esquece o que contou. Será que agindo desta forma, desconcentrado, você será capaz de competir forte? Será mesmo capaz de entrar para a prova com 100% do seu cérebro? Pois comece a “trabalhar” seu cérebro no seu próximo treino!

Não é fácil, requer prática, requer treino no treino! Depois que acostumar, comece a focar nas viradas, nas braçadas, em nadar no mesmo tempo com menor número de braçadas.

O seu cérebro é o seu melhor aliado ou seu pior adversário! COMECE A TREINÁ-LO!

Foto: Shutterstock


ANSIEDADE, O QUE EU FAÇO?





Principalmente nas competições, o rendimento do atleta é diretamente afetado por muitas variáveis, dentre elas, variáveis psicofisiológicas.

A ansiedade é talvez a mais comum delas, e pode ser facilmente observada em atletas jovens ou com muita cobrança. Um nível muito alto de ansiedade antes da sua prova, causa uma alta ativação fisiológica e determina uma grande alteração de comportamento.

Devemos detectar quando há um alto nível de ansiedade em atletas e suas causas e determinar estratégias para controlá-las. A ansiedade não ocorre somente em competições, mas também em treinamentos. Pensamentos negativos geram reações adversas ao atleta, como tensão, apatia e inclusive aumento da frequência cardíaca.

Atletas com altas cargas de treinamento, que não conseguem atingir objetivos determinados ou que se impõem metas não possíveis, são os mais atingidos. As inter -relações da equipe são grandes geradores de ansiedade, principalmente em atletas.

Ocorrem relações problemáticas entre atleta-atleta e também de jovens atletas com seus treinadores, levando-os a mudanças ou desistências. Assuntos familiares, condições materiais e de relacionamentos também atingem atletas. Isso mostra a complexidade com que devemos lidar.

ANSIEDADE

Fonte ECC

Entre as teorias da ansiedade está a do U invertido, onde basicamente o nível de ativação do atleta deve estar numa condição ideal, nem muito baixa e nem muito alta. Esta zona é conhecida como moderada ou de melhor desempenho. Se o nadador estiver num destes estados extremos (muito alta ou muito baixa) o ótimo rendimento estará comprometido.

Devemos identificar em qual zona cada atleta se encontra e contar com o auxilio de outros profissionais para individualizar estratégias de trabalho e controle.

ANSIEDADE 2

Fonte ECC

Algumas ações poderão ser positivas:

  • motivar o ambiente da equipe;
  • demonstração de auto confiança;
  • ser assertivo e principalmente positivo;
  • apresentar sempre situações realistas;
  • buscar soluções rápidas e eficientes entre outras.

Vale reforçar aqui, que o que leva você a superar seu rendimento é o treinamento!

Sem treino, não vai!





A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR...EM TODAS AS IDADES


Sempre que falamos na importância do professor, neste blog inclusive, frisamos a importância com as crianças - estamos enganados.
Ontem, em conversa com amigos, cada um listou uma decepção ou um momento ruim que fez com que desistíssemos do esporte que estávamos praticando, agora, como adultos. Em todos os casos, o professor ou foi o responsável, ou foi conivente, ou não fez nada para mudar a situação.
A influência do professor nas modalidades esportivas é tamanha, que pode fazer com que pessoas já formadas, adultas e que fazem um esporte porque gostam, desistam deste prazer ou desta atividade por não concordar com atitudes, ações ou opiniões dos professores. Isto é certo?
Acredito que temos muitas funções e muita responsabilidade perante não só os nossos alunos, mas perante a sociedade e, uma delas é fomentar o esporte, a saúde, a convivência e o bem-estar.
Tenho certeza também, que não fazemos este tipo de coisa de caso pensado, mas por não prestarmos atenção. Achamos que os adultos não ligam para estas coisas de afeto, de carinho, de inclusão. Ligam sim, e muito. 
Portanto, vamos prestar mais atenção aos nossos alunos, seja de que idade forem, seja em que situação estiverem, seja em que ambiente estivermos.
Nós somos PROFESSORES.

ENSINANDO INTENSIDADE...

Esta semana, conversando com um treinador amigo, lembrei de uma imagem que me acompanha desde o início da minha trajetória como treinador. É uma imagem de um ''nadador'' ao lado de alguns exemplos de séries, em determinadas intensidades. Quanto mais alta a intensidade da série, mais cansado o nadador.
Não sei a fonte, já recebi uma cópia, então me perdoem a não divulgação da mesma.

Durante muito tempo, esta imagem me guiou para a montagem de alguns treinos e, quando eu pensei em como explicar aos novos atletas o que eu queria, novamente fui buscar este meu ''guia'', só que algumas modificações:

Substituí as séries por descrições bem básicas do que eu queria e o resultado foi muito bom.
A folha que eu fiz, poderia estar melhor diagramada, com desenhos mais bonitos e fontes suntuosas, mas coloquei esta imagem mesmo, para ver que nem sempre precisamos de tudo lindo e bem estruturado, o que importa é a informação. 
Desta forma, consegui passar a minha mensagem e atingi o público que eu queria - meus novos ''atletas''.






quarta-feira, 29 de julho de 2020








Na Ciência do Treinamento Desportivo, periodização se refere principalmente a organização de trabalhos, cargas ou treinamentos durante um período de tempo, ou seja, durante um processo de treinamento (diário, semanal, mensal, semestral, anual e de longo prazo) teremos várias (inúmeras) periodizações, tanto verticais, quanto horizontais.

As periodizações verticais se referem as mudanças de trabalhos ou o incremento do treinamento, principalmente devido a melhora dos resultados e adaptação das cargas. As periodizações horizontais  são as estabelecidas para o micro ou meso ciclo em andamento.

 É muito comum encontrarmos nadadores SEM PERIODIZAÇÃO DE NUTRIENTES!

Passamos ao entendimento: PERIODIZAÇÃO DE NUTRIENTES é a estratégia de QUANTO, O QUE e QUANDO COMER, ANTES, DURANTE e APÓS o treinamento e competições. O objetivo é MAXIMIZAR os efeitos do treinamento, POTENCIALIZAR a recuperação e também reduzir riscos de lesões promovendo o incremento da saúde e a imunidade do atleta.

A questão aqui NÃO é interferir ou avaliar trabalhos de Nutricionistas ou Treinadores, porém os nadadores estão ali na nossa frente e se percebe claramente que em muitos, mas muitos casos, NÃO EXISTE, para não dizer periodização, zelo neste quisito!

PERIODIZAÇÃO DE NUTRIENTES é uma estratégia do meu, do seu, do nosso treinamento, do trabalho de todos!  Tenho feito intervenções em determinadas situações ou atletas e o que escuto sempre? “Há, mas ele(a) tem Nutricionista, têm acompanhamento, seguimos a dieta, e … ” Minha resposta, sempre será uma pergunta: “Você entregou o planejamento de treinamento ao profissional da Nutrição? E por que? Foi porque um profissional não pediu ou o outro que não entregou?”

Não adianta ficar discutindo. O fato é que há que se mudar! Nossos clientes (alunos, nadadores, atletas e exceções – sim, na maioria das vezes, são 4 categorias diferentes de nadadores ao mesmo tempo e local) tem que ter tratamentos diferenciados.

A coordenação destas periodizações é muito importante para o progresso do nosso atleta INDIVIDUALMENTE, e este é um problema que atinge principalmente categorias intermediárias e de base.

Estas periodizações (de treinamento e nutrientes) tem e devem levar em conta o biotipo do nadador, principalmente em crianças, quando são magras ou sem tecido adiposo ou quando são indivíduos fora de forma e com grande depósito de gordura. Tenho visto estes nadadores realizarem O MESMO TIPO DE TREINO durante as sessões.

Essa ideia de que as divisões de grupos de treinamento, devam ser por IDADES ou CATEGORIA é obsoleta. Na minha opinião os nadadores devem ser divididos em grupos por capacidades, sim ou sim!  Não vejo porque um nadador juvenil ou júnior que é mais fraco ou lento que a média ou objetivos da equipe, ficar treinando no seu grupo etário com quem vai aos nacionais e chegando muito atrás, sofrendo para acompanhar, perdendo intervalos, parando no meio da série ou mesmo largado em raia de canto. Assim como não vejo razão de um petiz ou infantil de nível superior, não estar treinando com atletas mais fortes por exemplo com infantis ou juvenis, principalmente meninas, já em maturação. A polemica é grande, eu sei, mas não cabe aqui abordarmos, organização de equipe.

A abordagem é sobre crianças menores, mais fracas e mais magras que sentem frio quase sempre, que esgotam suas reservas energéticas mais depressa e que permanecem igualmente no regime de treinamento com colegas mais favorecidos ou formados, decompondo seus poucos músculos e rendendo cada vez menos, mas cumprindo como podem a periodização implantada pelo treinador.  Estas crianças devem terminar seus treinos ou séries mais cedo, devem descansar mais, devem comer mais e principalmente, recomporem-se energeticamente e frequentemente durante sua sessão de treinamentos, que chegam a durar entre 1 e 2 horas. Mas não, estão lá “dando tudo”, fazendo tudo o que o treinador pede, estão lá “usando o crédito, o limite, estourando a conta”!  E a gente escuta: “o meu filho vai todos os dias no treino, faz tudo certinho e não melhora!” Ou também escutaríamos a cobrança em cima do treinador: “Por que meu filho(a) saiu antes, fez menos do que o(a) fulano(a), etc.., etc..?”

Mas por outro lado tem aqueles que estão acima do peso, até obesos mesmo, afinal este não é um biotipo atlético, ao menos para a natação, e o que estão fazendo lá nas raias? O mesmo treino dos outros, não importando a categoria a que pertencem! Os nadadores com este biotipo tem de estar fazendo trabalhos diferenciados, a maioria deles muito longos de predominância aeróbia e de intensidade, para reduzir peso. E nesse caso vamos escutar: “Porque o meu filho(a) não está fazendo o mesmo trabalho que o resto da equipe?”

child portrait on swimming pool

                                          

Como se pode ver, periodização seja lá qual for (treinamento, física, dietética, técnica, ect…) é uma importante estratégia do treinamento, condicionamento e performance. A PERIODIZAÇÃO DE NUTRIENTES, se bem coordenada com o treinamento, irá criar vantagens na performance, mudanças corporais, crescimento muscular, aumento do estoque energético, as quais combinadas irão gerar maximização do potencial treinável com uma resposta menos aguda ao esforço.

OTIMIZE A ENERGIA DO SEU NADADOR, e ele trará a melhor resposta – MELHOR RESULTADO!

𝙀𝙨𝙩á 𝙘𝙝𝙚𝙜𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙖 𝙝𝙤𝙧𝙖 𝙙𝙚 𝙩𝙞𝙧𝙖𝙧 𝙖𝙨 𝙘𝙧𝙞𝙖𝙣ç𝙖𝙨 𝙙𝙤 𝙘𝙚𝙡𝙪𝙡𝙖𝙧🏊‍♀️💦



🏊‍♀️💦Com o retorno das aulas de natação a cada dia cresce o número de país que tem procurado as piscinas com o mesmo relato.⁣

"Meu filho está ganhando peso e não sai da frente do celular"🌮🍔🍟🍹


😷Apesar de ainda não haverem grandes estudos sobre o tema, é consenso entre os especialistas que a quarentena, apesar de necessária para conter a Covid-19, tem elevado o risco de sobrepeso e obesidade nas crianças. ⁣

😷A falta de atividades físicas e o impacto psicológico do confinamento são apontadas como as principais causas do problema.⁣

✍️Uma das primeiras pesquisas a avaliar o assunto na prática, publicada no periódico Obesity, acompanhou 41 crianças italianas com obesidade durante cerca de um mês. ⁣

🤸🤸‍♀️Ao comparar o comportamento do grupo em relação ao mesmo período do ano passado, os cientistas descobriram que elas comiam em média uma refeição a mais por dia e aumentaram “dramaticamente” o consumo de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados, como bolachas, salgadinhos e outros. ⁣

Sendo assim é hora de retornar🤗

É hora de cuidar da saúde💪

É hora de volta para a piscina 🏊‍♀️💦

❤️Mas lembre-se, antes de mais nada, solicite a instituição que seu filho frequenta, quais são as normas de segurança no combate a o Covid-19 adotadas e que devem ser seguidas, para ass manter seu filho ativo e saudável 😷🤗






AQUECER PARA QUÊ?

Há esse tal de aquecimento… Aquecimento tá virando coisa de “doido”!

Nos Mundiais e Olimpíadas, são mais de 900 atletas para 2 piscinas olímpicas de 10 raias, chegando a uma média de quase 50 nadadores por raia! Nos Estados Unidos e Canadá, competições regionais alcançam facilmente 850 nadadores, passando muitas vezes de 1.000 ! Na Seletiva Olímpica Americana, ano que vêm, já são mais de 1.100 nadadores com índices! Na Seletiva Americana de 2012, pasmem, foram 1.850! Isso mesmo que você leu: 1850 (mais de 90 x raia) nadadores disputaram 52 vagas!

Foto nytimes.com

Temos todo o tipo de aquecimento:

Aquele aquecimento com + de 600 nadadores para 8 raias? ou 10? Ou com mais de 300 e tantos atletas em piscina de 25 de 6 raias e ainda sem piscina extra? ( média mínima de 50 nadadores x raia, ou 1 nadador x metro, sendo que digamos que a média de altura seja de 1,50 x atleta , é igual ao resultado de 1 atropelando o outro e todos atropelados e vários “feridos” …

foto highlanderonline

E aquele nadador batendo perna seguido pelo nadador de costas, e o rápido que têm que diminuir por causa do lento na frente? E nem vou falar daquele atleta que “mata” o aquecimento, pois às vezes deve ter razão!E quando você vai ultrapassar pelo meio e vêm um maior que você de borbo?

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E aquela hora, que fica uma fila imensa de crianças “tiritando” de frio, só para dar uma saidinha ou um “tiro”, porque o profe quer, e aquele outro treinador fica conversando ou tirando tempo, enquanto o atleta fica esperando uma nova saída, e todo resto da fila esperando?

E aquele em que o atleta nem nada na etapa, mas é obrigado a acordar as 6 da matina, sair correndo e ir aquecer as 7 na água fria? Mas, e para quê? Não seria melhor ficar descansando e ir mais tarde e tranquilo para a piscina?

E quando não têm piscina extra e todo mundo cai na mesma piscina ao mesmo tempo, porque “têm que aquecer”? E aqueles que caem no aquecimento, sem estar na competição?

E quando nadador usa material na piscina de competição? Já tive que ficar caçando nadador olímpico para sair ou retirar seu material. Num dos mundiais que estive, um elástico arrebentou machucando seriamente o treinador, daí houve a mudança: não pode usar nenhum tipo de material ou acessório na piscina de competição durante o aquecimento!

Háaaa, ok, você pode estar pensando, espera aí: tem competições que os aquecimentos são divididos em tempos e categorias – primeiros 40 minutos categoria A e B, segundos 40 minutos categoria C e D.

E o aquecimento “pavor”, aquele que você olha o nadador adversário fazendo uma série animal, do seu lado, tipo 40 x 50 ritmo de prova @ 40 todos para 32 de baixo! Ou o técnico grita um tempaço para ele? Ou aquele aquecimento e 4.000-6.000 ms?

Embora quase não exista mais por aqui, antigamente tinha o aquecimento “pinguim”, aquele que vc sai correndo pela lateral da piscina, a 1000/h, dá um salto voador e mergulha, nada muito mais rápido que qualquer golfinho e sobe the flash no outro lado da piscina por causa da água geladérrima!

E quando chega a hora de mudar as 2 últimas raias de cada lado, para tiros, saídas e ritmos? Aí fica mais “espremido” ainda!

Há, já vi também, “fila” de nadadores segurando raia para treinarem viradas (????) no aquecimento da prova! Será que por acaso treinam em águas abertas e não em piscinas?

Quase todos certamente já viram, passaram ou irão passar por uma situação destas! Mas e se eu disser que praticamente estes aquecimentos NÃO SERVEM PARA NADA?

Com a rara exceção de que um atleta consciente pode estar realmente treinando, durante aquela competição, tudo certo, mas do contrário … ( digo consciente, porque quase todo atleta acha que têm que estar polidinho da silva e melhorar seus tempos a cada queda n’água).

Aquecimento é usualmente descrito e aceito como fundamental para a otimização de um exercício ou esforço. As variáveis num aquecimento de natação são muitas, tais como temperatura do ar, da água, ambiente e humidade do ar. Também a condição de cada indivíduo varia, tal como treinamento, condição física, prova a ser nadada, o que significa que cada aquecimento deve ser individualizado e adequado a situação local ou real.

Por essas razões, o “warm-up” de natação não é comumente investigado nas pesquisas científicas, principalmente em competição. Pesquisadores estão divididos sobre os efeitos do aquecimento: relatam melhorias no resultado ou não encontraram nenhum benefício!

Para mim, o aquecimento também é uma CIÊNCIA! Lembro de uma época que via os nadadores nadarem em altíssimas intensidades antes da prova e chegavam na competição e iam mal, ou não melhoravam tempos.

Doc Counlsiman dizia:

” NÃO DEIXE SUA PROVA NO AQUECIMENTO”!

(está preocupado em fazer cursos? ler ATRs e outras “novidades velhas”? Existe uma sequencia no aprendizado da carreira de um profissional de natação, por isso não queira avançar, sem antes saber muito bem Counsilman! Seus problemas irão diminuir, e muito!)

” NÃO DEIXE SUA PROVA (seu melhor TEMPO!) NO AQUECIMENTO”!

E o que significa isso? Significa que aquecimento é para aquecer, é para deixar os músculos em condições de desempenhar máximos esforços !

Pouco se sabe sobre a real elevação da temperatura corporal e muscular pós-aquecimento, ou de sua duração. O método para determinação é invasivo (retal). A termografia pode apresentar certas variações, porém é calor superficial. Agora uma coisa é certa: dos jeitos acima mencionadas, NÃO DÁ!

Aquecimento precisa ser vasodilatador e não vasoconstritor, o transporte metabólico precisa ser ativado e as sinapses ativadas. É preciso “despertar” o corpo, ativá-lo com execuções próximas ao que será executado na prova.

Existe um mínimo e um máximo para aquecer e isto depende de cada individuo! Portanto uma equipe NÃO PODE FAZER O MESMO AQUECIMENTO PARA TODOS! Cada um tem que ter seu próprio aquecimento e aquecer de acordo com o horário da prova!

Aquecimento gera gasto metabólico e essa energia precisa ser reposta!

Aquecimento dura pouco, então não adianta ficar muito tempo esperando a prova. Aqueço as 7.00 para nadar as 10.43, oppssss…. a competição atrasa … às 11.03?

E que tipo de aquecimento posso fazer antes da prova se não há outra piscina? Saio do aquecimento e vou colocar o fast ou aqueço com o fast?

O aquecimento da final é o mesmo da manhã? Só nado de manhã, “aqueço” à tarde?

Existe algum tipo de “aquecimento mental” para a prova?

O aquecimento é treinado? Faço o mesmo aquecimento todos os dias? Faço sempre o mesmo aquecimento para a mesma prova?

Como podemos ver, já “aqueceu” seu cérebro e há muitas perguntas, principalmente no caso do aquecimento, para serem aprendidas e ajustadas.

AQUECIMENTO É ENSINADO E TAMBÉM APRENDIDO, E DESDE MIRIM!

ENCONTRE SEU AQUECIMENTO IDEAL, MAS LEMBRE-SE “NUNCA DEIXE SUA MELHOR PROVA NO AQUECIMENTO”!

A FADIGA DO NADADOR

O atleta treina, treina, treina e não melhora? “Faz tudo que o técnico pede” e não baixa tempo? SINAL AMARELO!

Você já viu atleta que não foi treinar e melhorou? Parou de nadar certo tempo e voltou e melhorou?

Sempre haverá uma resposta para estes fatores! Têm a dos outros, a sua e a correta!

Fadiga é sinônimo de CANSAÇO, ESGOTAMENTO, STRESS e BURNOUT!

Temos vários tipos de fadiga: local, de região e total. A fadiga local é a menor e afeta porções do músculo, já a de região, afeta uma grande porção ou grupo muscular e a total atinge todo o organismo.

Essas fadigas não podem ser confundidas com a fadiga NATURAL, que é aquela causada pelo treinamento contínuo ou competição. Esta fadiga é superável quando o atleta é submetido a planos, protocolos de cargas, tempo de descanso ou recuperação equivalentes. E é aí que está o grande problema!

NADADORES NÃO ESTÃO TENDO DESCANSO COMPATÍVEL ÀS CARGAS DE TREINAMENTO que vêm sendo aplicadas! Sempre digo aos colegas, o excelente chavão do “velho e bom” Doc Counsilman: ” SE É PARA ERRAR, ERRE PARA MENOS”! Ou para bom entendedor: “NÃO ERRE PARA MAIS”!

Apesar de todos nós já termos fatigado e conhecer os principais sintomas do cansaço, tais como:esgotamento, dor, rigidez, perda de coordenação e inclusive câimbras, são os sinais invisíveis os mais importantes!

Ninguém trabalha com resultados efetivos e prescrição científica, tais como monitoramento de marcadores fisiológicos, e não falo aqui de lactato. Falo de marcadores bioquímicos a começar por inflamatórios.

Então vamos lá, é um tremendo erro acreditar em “NO PAIN, NO GAIN”! Dor é o indicativo, de não serve mais! persistir na “dor” é lesão! De onde vêm a dor? Do treinamento. E a lesão? Do excesssivo treinamento sem recuperação ou da excessiva carga aplicada numa série ou movimento.

Todo o exercício ou treinamento, causa um processo INFLAMATÓRIO! Ou seja, após o término do treino, o atleta está “inflamado”. Esta é a forma que o corpo encontra, para reagir a um agente agressor, com a finalidade de promover a cura, ou especialmente no treinamento, promover o reparo celular. Esta inflamação pode ser benéfica se as cargas do treinamento são regulares, sistematizadas e principalmente ADEQUADAS a CADA ATLETA!

O processo inflamatório ou inflamação caracteriza-se como uma resposta de defesa do organismo frente a um agente agressor, cujo objetivo é promover a cura em caso de doenças ou de reparo celular ou tecidual, por ocasião do treinamento. Esta inflamação pode ser benéfica quando o treinamento é regular e sistemático, pois atuará em conjunto com moléculas e hormônios para o devido reparo celular ou tecidual.

É muito obvio que com as devidas adaptações aos treinamentos, a carga ou sobrecarga precisa ser aumentada, o que na prática significa que, se o atleta melhora o tempo, terá que treinar mais forte! Assim o treinamento causa um desiquilíbrio da homeostase (estado normal) do atleta e como resultado causa stress. O treinamento provoca microtraumatismos no tecido muscular estriado esquelético, tecido conjuntivo e tecido ósseo. Esses danos são temporários e reparados por neutrófilos e macrófagos, que terão a função do reparo tecidual.

Os danos celulares dependem da intensidade, a qual o atleta foi submetido. Em alto grau, liberam na corrente sanguínea, entre outras substancias ou marcadores, proteínas intracelulares, entre elas a CK (creatina quinase). Dentro de poucas horas (POUCAS HORAS!), após a concretização da inflamação localizada, o organismo irá reagir conforme a intensidade do stress, através de uma série de alterações fisiológicas, que são chamadas de Sickness Behavior.

Pausas de DESCANSO adequadas permitirão a recomposição celular do tecido muscular esquelético, causando alteração da massa muscular e respostas metabólicas, o que determina a melhoria do rendimento.

O treinamento provoca alterações bioquímicas, fisiológicas e comportamentais. Em caso de recuperações inadequadas, seja por falta de descanso compatível, desbalanço de nutrientes compensatórios e principalmente equilíbrio de cargas do treinamento, este processo inflamatório entrará em outra fase, a crônica, com efeitos como anemias, insonia, lesões e principalmente piora dos resultados.

Identificar estas alterações provocadas, é fundamental para o sucesso e resultado de nossos atletas. Autores têm usado marcadores como leucócitos, cortisol, concentração sérica da CK, Ferro e Zinco plasmático entre muitos outros , para avaliação do treinamento.

Foto iStock

Para uma eficiente avaliação destes marcadores inflamatórios, faz-se necessário exames sanguíneos, antes e após os treinos, colhido de maneira correta, principalmente em relação a prazos após os exercícios, além do estudo dos protocolos utilizados no treino, como: intensidades e volumes do treinamento, etc…

Existe uma comunicação entre médicos/fisiologistas e treinadores? Os treinadores compartilham suas periodizações para este controle?

Se por outro lado, essa interação não existe, ou, não há condições financeiras de se manter estes controles, no mínimo indicadores subjetivos de stress devem ser observados, tais como: irritabilidade, desmotivação, desinteresse, fraqueza, falta de atenção, sonolência, dor intensa ou constante, falta de rendimento, perda do apetite, baixas notas escolares, depressão, insônia e (adicionado após a escrita) EMAGRECIMENTO -NADADORES DE BAIXA MASSA ADIPOSA ou POUCA GORDURA QUE NÃO SE RECUPERAM OU NÃO TÊM REPOSIÇÃO ADEQUADA, PERDEM MÚSCULO!

Ao observar estes sinais, tome providências! É SINAL AMARELO, que por si só já dá ALERTA!

Se os sintomas persistirem, será grande a chance de BURNOUT, de nadador a menos no esporte! Previna enquanto é tempo! A categoria Infantil já está “agonizando”!

Da Silva e Macedo (2011) afirmaram que …” o monitoramento de atletas em sessões ou períodos de treinamento/competições, através de marcadores do processo inflamatório, poderia contribuir para definir, com menor grau de empirismo, o nível de adaptação destes sujeitos às cargas de treino impostas“.