Ao observar alguém tomando decisões, já lhe ocorreu que você teria feito diferente e se pegou pensando “como fez essa escolha tão ruim?”? O autor Justin Bariso relembrou, em texto para o Inc., dos dias em que jogava xadrez, em Nova York, e discordava das jogadas de outras pessoas, muitas vezes mais experientes do que ele, para trazer um ensinamento: é mais fácil perceber possíveis erros quando não estamos sob pressão ou envolvidos com as decisões.
O que é?
A premissa é simples: quando você está passando por uma situação emocionalmente intensa, sua perspectiva será drasticamente diferente do que se não estivesse envolvido.
A regra é baseada em um princípio conhecido como lacuna de perspectiva, que significa que costumamos julgar mal como reagiremos (ou já reagimos) ao enfrentar circunstâncias intensas.
Reconhecer a regra é apenas o primeiro passo e ela pode ser usada para fazer duas coisas importantes:
Demonstrar mais empatia
Por causa da lacuna de perspectiva, quando vemos alguém cometer um grande erro, costumamos julgar a pessoa porque faríamos diferente. Podemos até menosprezar o sofrimento da experiência, pensando que já passamos por isso e servirá de aprendizado. Porém, pensar assim não ajuda quem está sofrendo, nem ajuda o relacionamento entre vocês. Mesmo que você não diga o que está pensando, sua opinião será transmitida naturalmente pela forma como agirá, o que poderá criar ou aprofundar uma rixa.
A regra do jogador de xadrez permite que você entenda que, se passasse por situações similares, também poderia cometer os mesmos erros. Assim, sua perspectiva mudará para uma atitude mais empática: “Isso é difícil. Como posso te ajudar?”.
Quando a sua postura muda e você deixa de julgar para focar esforços em auxiliar, você constrói uma ponte ao invés de afastar o outro — o que fortalece relacionamentos.