segunda-feira, 11 de abril de 2022

🧩 🧩 NATAÇÃO 🧩 🧩 A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NA ÁGUA....



— Primeiro Tempo — e preciso adaptar a criança a água, fazê-la esquecer o lado inquietante. Com essa finalidade, Shoebel propunha jogos na água pouco profunda, incluído eventualmente uma passagem da terra firme para a água, como brincadeiras de roda e perseguições, danças a beira de uma piscina pequena ou a beira-mar. Não se tratava, de maneira alguma, de gestos próprios a natação, Shoebel insistia muito nesse início de aprendizagem e nessa aquisição de confiança na água através desses jogos. Segundo tempo — Shoebel ensinava a submersão, o deslizamento e a flutuação, mas não as coordenações de um nado. A submersão, que coloca um problema respiratório preciso, inspiração rápida pela boca, expiração lenta pelo nariz e sob a água ou, pelo menos, nenhuma inspiração quando a cabeça está sob a água, e um excelente exercício de controle respiratório. O deslizamento efetuado graças ao deslocamento rápido perto da superfície da água, com o corpo em extensão após uma impulsão, permite dar confiança a criança, fazendo-a compreender que a água a sustenta e ela poder se deslocar. A aprendizagem da flutuação e mais difícil. Trata-se de
fazer a criança o adulto compreender que não agir, o relaxamento, permite conservar a posição do corpo, conforme o princípio de Arquimedes, uma parte sob a água a outra obrigatoriamente fora da água, e, que não fazendo nada, não é possível se afogar. Esses princípios de Shoebel ainda são validos. Eles foram aperfeiçoados gracas ao reeducador, pedagogos e cientistas. Os reeducadores e certos educadores inclinaram-se, na verdade, a um liberalismo ainda maior, mesmo utilizando boias (Shoebel não as utilizava, querendo deixar ao indivíduo o máximo de iniciativa e de capacidade para tomar consciência da água, de seu corpo e de suas possibilidades de flutuar sem ajuda de outros). O reeducador deixam a criança agir, livre para pegar a boia, prendê-la ela mesma e entra na água. O papel dos reeducadores consiste em verificar se a boia está bem colocada e em estar presentes na água, de modo que as crianças venham ate eles. Eles são proteções, segurança, imagem paterna ou materna, talvez. Todas as crianças acabam, com maior ou menor rapidez por adquirir confiança para entrar na água. A água torna-se novamente prazer alegria e, desse modo, o essencial e atingindo. O controle do tono e o relaxamento são feitos automaticamente, provocados pela presença da água ajudam a perceber os limites do corpo. Associadas as mensagens sinestésicas, elas contribuem para a tomada de consciência do corpo e de sua unidade. A aprendizagem de uma técnica de natação e sua prática não tem o mesmo valor, mas acontecem em um dado momento que e o terceiro tempo. — Terceiro Tempo- A progressão. Shoebel só iniciava o ensino das coordenações quando o resto estava aprendido e durante o deslizamento ele introduzia as coordenações da braçada e do crawl sem ajuda particular. Alguns, como os americanos sob a influência de Conrad, preferem utilizar o crawl como nado fundamental, mais próximo, na verdade, dos movimentos automáticos efetuados pelas crianças assim que são colocadas na água. Outros, mais clássicos, continuam a ensinar a braçada cujas coordenações dissociadas são bastantes difíceis de aprender. A esse respeito, os reeducadores de enfermos motores contribuirão com observações de grande interesse e nos mostraram ha alguns anos que os gestos espontâneos das crianças que adquiriram confiança dentro da água levaram a coordenações que não poderiam evidentemente ser clássicas, mas permitiram a propulsão e o deslocamento. Os treinadores e o reeducadores de deficientes mentais, entre os quais Gamet, durante sua experiência, constataram que os resultados mais validos eram alcançados colocando as crianças, com uma boia, imediatamente dentro da piscina. Desse modo, essa criança não tinham de fazer o esforço de passar da posição em pe. Na água com apoio para a posição horizontal. Esse esforço de passar da posição em pé na água com apoio para a posição horizontal. Esse esforço, que Shoebel indicava para as crianças normais e que aumentava sua autonomia e autocontroel, não está ao alcance dos deficientes psíquicos, em geral. Colocados na água profunda, eles flutuam artificialmente gracas a boia e acabam por querer se deslocar, executando movimentos totalmente inesperados e que não se pensara em ensinar, permitindo o deslocamento e a propulsão, a alegria de viver na água e a confiança, confiança que se estende para além dos limites da piscina.

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