A água , a natação
Os elementos mais superinteressantes em redução são, portanto, a adaptação ao meio aquático e a iniciação a natação. Vamos nos ater então mais particularmente a esses aspectos e relataremos os conceitos atuais que vem confirmar a pertinência da abordagem dos reeducadores. Os trabalhos de Catteau, Azemar uma pedagogia liberal, a colocação em situação pertinente, determinando o comportamento adequado e personalizado de cada um, considerando, além disso, a importância considerável do papel da afetividade. Esses trabalhos vêm, portanto, apoiar a atitude dos reeducadores, mas eles lhes fornecem procedimentos pedagógicos novos que podem ser eventualmente utilizados.
A experiência de estudo longitudinal e determinar a ontogênese do desenvolvimento psicomotor observado no meio liquido. Eles puderam encontrar as diferentes etapas do desenvolvimento e mostrar por qual procedimento a crianças as súpera nesse meio particular, revelador das relações permitindo pôr em maior evidência o papel da afetividade, inclusive a passagem da motricidade holonecrótica para a atividade ideocinética. Azemar relata esta experiência que se desenvolve em uma piscina aquecida a 30c estando os pais presentes na água. De 0 a 3 meses — os autores encontraram o nado automático descrito por Mac Graw. Esse ajustamento neuromotor automático e inconsciente tem início quando a criança e colocada na água em posição ventral. Aparecem então os movimentos alternativos dos membros inferiores.
Com 4 ou 5 meses — Observa-se o desaparecimento desses movimentos arcaicos que dão lugar, durante vários meses, a movimentos descoordenados e simétricos do membro inferiores, já em relação com as reações afetivas de prazer ou de cólera. Entre 2 a 6 meses — a criança, com pequenas braçadeiras pneumáticas na parte superior dos braços, mantém-se posição dorsal e parece experimentar um prazer real na água. Por volta dos 6 meses, uma etapa essencial, onde Azemar insiste muito. Aparece o posicionamento vertical da cabeça, o que permite ao olhar manter sua horizontalidade durante as mobilizações do tronco. Azemar observou três estágios sucessivos.
Um segundo fenômeno e constatado a partir dos 6 meses e ele e caracterizado pelos esforços feitos pela criança para colocar todo o seu corpo em posição vertical. Assim que essa posição e alcançada ela permite utilizar as boias de flutuação circulares, permitido uma melhor visão do espaço próximo e mesmo longe da criança. Por volta dos 7 ou 8 meses, a criança aprende por tentativa e erro a se voltar em torno de seu eixo. Ela poderá se orientar segundo sua vontade em todas as direções que exigem seu olhar, ela consegue, portanto, voltar-se para sua mãe quando esta se encontra atrás dela. Por volta dos 9 ou 10 meses, reaparecem movimentos alternados dos membros inferiores que correspondem, dai em diante, a uma intenção de deslocamento, claramente indicada pela direção da expressão do olhar da criança.
O objetivo e um pequeno brinquedo flutuante, a mãe ou uma criança. Portanto, a autonomia e alcançada mais rapidamente no deslocamento na água do que em terra firme e a investigação do espaço se realiza mais cedo. Por volta dos 14 – 15 meses, o equilíbrio do corpo na água e suficiente para que a criança utilize simplesmente uma pequena boia com alguns blocos que serão retirados progressivamente.
A autentica autonomia na água sem boia ocorre por volta dos 20 – 24 meses, mas existem diferenças, dependendo das crianças, que vão dos 17 – 18 meses, ate 28 – 30 meses. Nesse estágio as nadadeiras são uteis, pois diminuem a fadiga e permitem as crianças deslocamento s mais eficazes, as coordenações lembrando as do crawl.
A seguir, a posição vertical do corpo torna-se horizontal e, por volta dos 3 anos, a criança nada horizontalmente com alternância de apneia e de endireita mento da cabeça, por volta dos 4 anos existe uma sincronização do movimento respiratório com os movimentos do nado.
E preciso mencionar também a imersão, pois essa faculdade de se lançar totalmente no elemento liquido também e adquirida por etapas, cuja cronologia varia de um indivíduo para outro e em função do hábito e da atitude que os pais têm em relação à água. No recém-nascido a imersão da boca e do nariz ocasiona uma apneia imediata e o reflexo glótico.
Desde as primeiras sessões, quando o lactente e mantido em posição dorsal, algumas ondas podem fazê-lo tossir, mas ele logo consegue se proteger delas. A partir dos 6 meses, propõe-se a criança, sentada à beira da piscina, deixa-se cair dentro da agua, onde sua mãe espera. Ela o faz rapidamente após um momento de surpresa, em seguida, ela age sozinha, saltado da posição sentada com facilidade, a seguir, em pê e, por fim, do escorregador, jogo favorito por volta dos 20 ou 24 meses. As etapas da imersão são utra passadas mais rapidamente, como vimos enquanto os pais estão mais à vontade na água e as etapas correspondentes a locomoção e a postura são mais bem adquiridas na proporção inversa da intervenção dos pais. Esse trabalho leva a criança a uma grande liberdade na água, a uma ausência de apreensão. Ele tem efeitos sobre a personalidade que se caracteriza sobre tudo pela existência de um comportamento ativo e uma certa audácia.
As crianças assumem riscos promocionais e geralmente abordam as dificuldades sem necessariamente recorrerem aos pais. Estes aprendem igualmente a não intervir a ‘priori’, portanto, um excelente treinamento. Para os deficientes mentais, mesmo os mais velhos, essa maneira de agir deve ser sempre utilizada em simultâneo, porque suscita situações motoras que vão se resolver por tentativa e erro de maneira aproximadamente global, o indivíduo ajustando seu comportamento ao objetivo desejado e também porque os problemas afetivos se liberarão com muita facilidade.
Azemar que lhe foram confiados que cada etapa característica no dominó do comportamento aquático ocasionou, por outro lado, progressos nas relações sociais, nas aprendizagens culturais e nos problemas afetivos. Após esse bem-estar no meio aquático ter sido alcançado, chega um momento em que a criança normal e a criança deficiente mental desejam aprender um nado.
Certamente, o efeito terapêutico resulta muito mais das diferentes etapas da adaptação a água, mas interessante responder ao desejo das crianças e lhes ensinar eventualmente um nado de tipo esportivo. A experiência de Cateu pode então ser bastante útil, utilizando situações pertinentes, a fim determinar na criança as coordenações necessárias. Como os americanos e certos reeducadores, ele utilizará desde o início a piscina profunda, mas sem boia. A parede da piscina será o novo espaço a explorar: a criança agarrada ao quebra-ondas, vai se deslocar ao longo deste, com as pernas ao longo da parede, executando um movimento de pedalarem, pois o movimento espontâneo que permite as crianças avançar. As dificuldades são introduzas pouco a pouco: mudança de braços, passagem da escada, mudança de direção ultrapassagem de um colega. Descida vertical ao longo da parede da piscina, a fim de explorar até o fundo.
Pouco a pouco, o corpo afasta-se da parede, fica em posição horizontal e a pedalarem espontânea aproxima-se de uma batida de pernas. Entao, na piscina rasa, são praticados o deslizamento e as coordenações alternadas, bracos-pernas na agua, lembrando os esquemas motores fundamentais do crawl, assim após pouco tempo, as crianças de 10 ou 12 anos são capazes de se afastar da parede e de avançar na agua.
O essencial, portanto, foi conseguido, bastara aperfeiçoar o movimento espontâneo fundamental. A essa iniciação segue-se o estudo dos nados: Coordenação – dissociação Controle respiratório ritmo; Estão são constantemente solicitados, mas o automatismo torna-se preponderantes, levando a execução de um movimento elegante, eficaz e adaptado. Esse estagio tem provavelmente menos interessa que a introdução na área da reeducação, todavia, ele não deve ser negligencia.

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